segunda-feira, 17 de agosto de 2015

[RESENHA] RÉQUIEM - LAUREN OLIVER



ISBN-13: 9788580575170
ISBN-10: 8580575176
Ano: 2014 / Páginas: 304
Idioma: Português
Editora: Intrínseca 


SINOPSE

No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição - cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.


RESENHA

Decepção define?

Eis que mal terminei o segundo livro da trilogia "Delírio" e já sai devorando o "Réquiem" com todas as forças possíveis, pois depois daquele final, ai, ai, ai...

Esse terceiro livro é narrado por Lena e Hana (de quem os leitores estavam morrendo de saudades, não é mesmo?), para mostrar o lado da resistência e o lado dos cidadãos curados de Portland. Lena assume um importante papel em seu grupo, que agora é composto por mais pessoas, entre os novos membros estão: Julian e Alex!

Decepção 01: Alex volta completamente mudado, fechado depois de tanto sofrimento e ele e Lena, depois de toda aquela linda história de "amor deliria nervosa" não conversam. ISSO MESMO, não há diálogos esclarecedores entre eles, tapa na cara, acusações, conflito, romance, beijos, tentativa de homicídio etc. (no mínimo, frustrante)

Decepção 02: no começo do livro Lena fica com Julian durante os dias na Selva, em que eles andam, andam, andam e não chegam em lugar algum (tá, ele é uma amor, fofíssimo e tals, BUT do outro lado nós temos o Alex, pelo amor de Deus).

Decepção 03: Hana, por sua vez, já curada da doença e pareada com o futuro prefeito começa a pensar que talvez a cura não tenha dado certo, visto que ainda pensa em Lena e ainda se sente CUL-PA-DA por Lena. Sim, quer saber o motivo? Leia!

No terceiro livro temos a oportunidade de conhecer melhor as Criptas e entender o desespero de estar trancafiado naquele presídio/manicômio.
Lauren Oliver vem nesse desfecho repleto de frases de efeito (para postarmos no face, insta e twitter) nos mostrando o melhor lado da Distopia: fazer com que as pessoas pensem melhor nos fatos, entendam a injustiça, vejam que talvez nenhum lado tenha completa razão, fazer com que os leitores enxerguem além do muro. Mas é só isso que se resume essa nova tendência literária?

Decepção 04: muitas incógnitas não foram respondidas.

Decepção 05 (a maior de todas): o livro não possui um desfecho digno, ou melhor, não possui desfecho NENHUM. Lena pode ter ido pro norte, como pode ter ido pro sul; pode ouvir rock, como também pode ouvir arrocha; pode ter tomado sacolé ou uma paleta mexicana; e por aí vai... 

Lauren Oliver encerra a distopia com uma linda frase de efeito, mas cada leitor pode imaginar o seu próprio final e em alguns livros isso é legal, mas nesse não foi, pelo amor de Deus, não foi.
Mas sabe, como sou brasileira e não desisto nunca, acredito que a Dona Oliver não cansou de ganhar dinheiro ainda e vai escrever o epílogo que faltou nesse livro e transformá-lo em uma sequência de 300 páginas, ganhar rios de dinheiro e, finalmente, dar um desfecho que "Delírio" merece (assim seja, amém!)

Nenhum comentário:

Postar um comentário