domingo, 20 de dezembro de 2015

[RESENHA] POR LUGARES INCRÍVEIS - JENNIFER NIVEN


ISBN-13: 9788565765572
ISBN-10: 8565765571
Ano: 2015 / Páginas: 336
Idioma: português 
Editora: Seguinte


"Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que a torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa."

SINOPSE


 Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver.

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-lo.

RESENHA

Quando comprei esse livro não tinha a menor ideia do que falava, algumas próximas a mim o leram e me disseram que era ótimo, então eu fui preparada para um bom livro e durante a história o achei magnífico: simples e bonito, retratando dores pessoais com leveza e profundidade. Mas mesmo com todas as dicas que me deram, não estava preparada para ser arrebatada da forma que fui por esse livro, personagens, enredo, final e a nota da autora... Uma junção de coisas que me marcaram muito.

Os personagens principais, Finch e Violet, são sensacionais. Violet é aquele tipo de menina popular que vivia uma vida perfeita, mas após a perda da irmã e a constante culpa que sente por isso, acaba mudando radicalmente e tendo traumas que a acompanham há quase um ano, luta contra a revolta que sente do mundo, luta para entender os seus pais, luta para seguir em frente dia após dia e eu a admirei muito por isso. Finch já aquele personagem diferente de tudo o que já vimos, que é chamado de aberração na escola pela batalha diária que trava de si mesmo para não dormir pra sempre, não estourar, não enlouquecer, não esquecer. E ele é MUITO divertido, cada semana assumindo um novo Finch e atuando com esse novo personagem em tudo: roupas, pensamentos, histórias e sotaques... 

Quem os vê de fora, de forma superficial, não imagina o peso que ambos carregam nos ombros, não imaginam o que passa dentro do coração de cada um, então ao se encontrarem, após o início de um trabalho de geografia e depois de muita insistência de Finch eles começam a dividir esse peso um com o outro e você se pega apaixonada por esse casal improvável.

O final é totalmente arrebatador e triste, nos fazendo pensar na vida, refletir em como devemos trabalhar certas coisas dentro de nós mesmos, a importância da conversa, o real significado de uma família.

Eu já estava chorando horrores quando resolvi ler a nota da autora, ao final do livro, quando ela conta o motivo de ter escolhido escrever um livro desse tipo, com essa história e achei lindo a mensagem que ela nos deixa, achei linda a sua história de vida. Obviamente, comecei a chorar muito mais, já terminei essa leitura há alguns dias e somente hoje me sinto preparada psicologicamente para resenhar este livro, até tentei começar outro livro, porém ainda não consegui dar continuidade a minha nova leitura, sem pensar no Finch Inglês ou na Ultravioleta Markante.

"Olho pra ela longamente. Conheço a vida bem o suficiente para saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nós mesmos de ir embora. Me conheço bem o suficiente para saber que ninguém consegue me manter acordado ou me impedir de dormir. Tenho que fazer isso sozinho. Mas cara, como gosto dessa garota"

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